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O tempo dedicado aos trabalhos da Igreja pode ser considerado dízimo?

O tempo dedicado aos trabalhos da Igreja pode ser considerado dízimo?
06/05/2026 8 visualizações
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Essa é uma dúvida bastante comum entre os fiéis quando o assunto é o dízimo. Muitas vezes ouvimos a seguinte afirmação: “Eu já atuo em uma pastoral, esse é o meu dízimo.” Mas será que essa compreensão está correta?

À luz da Palavra de Deus, o dízimo sempre esteve relacionado à oferta concreta de bens. Nos textos bíblicos como em Gênesis 14,20, Deuteronômio 14,22, Malaquias 3,10 e Mateus 23,23 vemos que ele era oferecido a partir das colheitas e das conquistas do povo, sendo destinado à manutenção do templo e ao sustento daqueles que estavam a serviço do Reino de Deus.

Com o passar do tempo e as mudanças na sociedade, a forma de contribuição foi se adaptando. Hoje, o dízimo se expressa principalmente por meio de doações financeiras, que garantem a manutenção da comunidade, das estruturas da Igreja e das ações evangelizadoras. É por meio dele que a Igreja continua cumprindo a missão confiada por Cristo: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16,15).

A própria Igreja nos ensina que:
“O dízimo é uma contribuição sistemática e periódica dos fiéis, por meio da qual cada comunidade assume corresponsavelmente sua sustentação e a da Igreja. Ele pressupõe pessoas evangelizadas e comprometidas com a evangelização.” (Documento 106, p. 13)

Contribuir com o dízimo, portanto, é um gesto de fé, gratidão e compromisso. É reconhecer que tudo o que temos vem de Deus e, com alegria, devolver uma parte para sustentar a missão da Igreja.

E quanto ao tempo dedicado aos serviços na comunidade?

Servir em pastorais, movimentos e ministérios é, sem dúvida, uma resposta generosa ao chamado de Deus. É parte do compromisso assumido no “sim” dado à missão. No entanto, esse serviço não substitui o dízimo. São dimensões diferentes, mas complementares da vida cristã: o tempo doado é expressão de amor e disponibilidade; o dízimo é expressão concreta de partilha e corresponsabilidade.

Ambos devem ser vividos com liberdade, alegria e consciência. Quando alguém se abre verdadeiramente ao amor de Deus, essa entrega não é parcial nem por obrigação, mas plena e transformadora. Assim também deve ser nossa participação na Igreja: com dedicação sincera e contribuição generosa.

Que possamos crescer como comunidade comprometida com o projeto de Jesus Cristo, oferecendo não apenas o nosso tempo, mas também o nosso dízimo, para que a missão da Igreja continue viva e frutífera em nosso meio.

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