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Beatificação do padre Lanciotti reúne milhares de fiéis em Jauru MT

Beatificação do padre Lanciotti reúne milhares de fiéis em Jauru MT
14/06/2026 5 visualizações
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Foi beatificado na manhã deste sábado (13), o Padre Nazareno Lanciotti, missionário italiano que viveu e foi martirizado no Brasil. A cerimônia que elevou o religioso aos altares, foi presidida pelo prefeito emérito do Dicastério para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, Dom João Braz de Aviz, delegado do Papa Leão XIV para a celebração. A Eucaristia contou com a concelebração de sete bispos e dezenas de sacerdotes do Brasil e do exterior. Participaram milhares de fiéis, vindos do Brasil e outros países, como a Argentina, Bolívia, os Estados Unidos e a Coréia do Sul, que se reuniram na Paróquia Nossa Senhora do Pilar, em Jauru (MT).



Imagem e relíquia de padre Lanciotti

Imagem e relíquia de padre Lanciotti





“Quanta gente! Um mar de gente. Como é bonito ver a nossa Igreja irmanada nessa celebração de hoje”, definiu o bispo da Diocese de São Luiz de Cáceres, Dom Jacy Rocha.

Durante o rito de beatificação, o prelado e o vice-postulador da Causa de Beatificação, padre Evandro Stefanello, apresentaram a biografia do novo beato. O texto destacou o seu trabalho junto aos vulneráveis e o martírio por ódio a fé, ocorrido em 11 de fevereiro de 2001.



Cardeal Braz de Aviz

Cardeal Braz de Aviz





“Padre Nazareno, alimentado por uma vida espiritual muito intensa, realizou uma ação pastoral profunda e comprometida”, destacou padre Stefanello. “Sua morte gozou, desde o início, de sólida e difundida fama de martírio juntamente com uma evidente fama de sinais”, completou.

 

Na Carta Apostólica que promulgou a beatificação, assinada pelo Papa Leão XIV, o pontífice apontou o novo beato como “missionário infatigável do Evangelho, fundador fecundo de obras de caridade de obras de caridade social e promotor dedicado do culto mariano”. O texto, lido pelo cardeal Braz de Aviz, promulgou que o Padre Nazareno Lanciotti passa a ser “doravante chamado beato e (…) celebrado no dia 12 de janeiro de cada ano”.

Logo após a proclamação, ao som do hino do novo beato, sua imagem e a relíquia foram levados ao altar. No relicário, alguns ossos do religioso ficaram expostos durante a cerimônia. De acordo com Otávio Piva, amigo de Padre Nazareno, as relíquias foram extraídas durante a exumação do corpo de Lanciotti, realizada em novembro de 2025.



Cerimônia presidida pelo Cardeal Braz de Aviz

Cerimônia presidida pelo Cardeal Braz de Aviz





Vida missionária e eucarística

Em sua homilia, Dom João Braz de Aviz recordou a vida de Padre Nazareno, nascido em Roma, na Itália, cidade que deixou para ser missionário em Jauru, em 1972. “Ele deixou a sua terra por causa do Evangelho. Ele partiu para uma terra longínqua, num tempo em que esta região estava iniciando o seu desenvolvimento. E ele tomou essa atitude com o desejo de seguir Jesus”, refletiu o purpurado.

O cardeal recordou a espiritualidade do beato, alicerçada, sobretudo, pela Eucaristia e a devoção à Virgem Maria. “Foi aqui que residiu a sua força interior, nascida do Evangelho, para dedicar-se ao serviço dos mais pobres e ao combate aqui, doloroso, difícil, contra as diversas formas de injustiça e de opressão, como é, como foi no começo também, a exploração de menores, a prostituição infantil, o combate contra os traficantes de drogas nesta região fronteiriça entre o Brasil e a Bolívia”.

Ainda durante a sua homilia, o representante do Papa afirmou convidou os fiéis a seguirem o exemplo do missionário. “A figura luminosa do beato, presbítero e mártir padre Nazareno Lanciotti é para nós agora um estímulo eloquente para reavivar os valores do Evangelho, que recriam os valores humanos neste momento da história humana em que a cultura dominante tende a diminuir completamente os valores cristãos como se nós não precisássemos mais da ajuda do alto, da presença do nosso Deus que nos salvou”, exclamou.



Beatificação do padre Lanciotti

Beatificação do padre Lanciotti





Um ministério fecundo

Ao fim da celebração, padre Luca Pescatori, responsável mundial pelo Movimento Sacerdotal Mariano, do qual fazia parte Lanciotti, agradeceu a beatificação. Em seu discurso, o sacerdote recordou o ministério do mártir.

“Os frutos de sua ação sacerdotal continuam intensamente, ainda hoje, nos filhos e netos daqueles que o conheceram e que agora vivem a herança de seguir a única luz de Cristo”, afirmou padre Luca.

Programação festiva

Além da celebração eucarística, uma série de outras atividades animaram a pequena Jauru e seus pouco mais de oito mil habitantes. Entre eles, visitas ao túmulo do Padre Nazareno e as obras de caridade fundadas pelo mártir, assim como a sala onde foi martirizado.

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