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Santa Madalena de Canossa exclamava: façam conhecer a Jesus Cristo!

Sexta-feira, 10 de abril de 2026

Santa Madalena de Canossa exclamava: façam conhecer a Jesus Cristo!

Breve História

Origens
Madalena Gabriela de Canossa nasceu em Verona, no dia 1° de março de 1774, de família nobre e rica, terceira de seis irmãos. Com apenas cinco anos, ficou órfã de pai; dois anos depois, foi abandonada pela mãe, que recasou com o marquês Zenetti de Mântua. A educação de Madalena de Canossa e de seus quatro irmãos foi confiada, nos anos seguintes, a uma governanta francesa, bastante severa, que não compreendendo o caráter da menina, a tratava com excessiva dureza.

Doença
Aos quinze anos, Madalena foi acometida por uma febre misteriosa, como também por uma dor isquiática violentíssima e uma grave forma de varíola. Essas doenças causaram-lhe asma crônica e uma dolorosa contração nos braços, que pioraram com o passar dos anos. Durante a convalescença, desabrochou nela a vocação religiosa e o desejo de entrar para o convento, porém não conseguia deixar o pensamento dos pobres e necessitados, que frequentavam o átrio do palácio paterno. Ela sustentava-os de muitas maneiras.

Discernimento vocacional
Aos 17 anos, seu confessor, o carmelita Estêvão do Sagrado Coração, aconselhou-a a fazer um período de experiência no mosteiro de Santa Teresa, em Verona e, depois, naquele das Carmelitas Descalças, em Conegliano. Após alguns meses, ambas as experiências concluíram-se com sua volta a casa, por não ser idônea à vida claustral. Porém, a Priora do Convento de Verona escreveu-lhe: “Deus manifestou, com clareza, a sua não idoneidade para a vida de religiosa Descalça; porém, isso não queria dizer que a recusava como Esposa”. Então, a Priora propôs-lhe outro diretor espiritual, Padre Luís Ribera, que a exortou a prestar um serviço de caridade na sua família e no mundo. Em 1799, Madalena de Canossa recolheu da rua duas jovens abandonadas e as colocou, provisoriamente, em um apartamento no bairro mal afamado de São Zeno.

Santa Madalena de Canossa e a Ordem Terceira das Filhas da Caridade

As filhas da caridade
Em 1804, hospedou, em seu palácio, Napoleão Bonaparte, de passagem por Verona. Napoleão teve a oportunidade de conhecer e admirar Madalena de Canossa e seu zelo apostólico; por isso, ofereceu-lhe um ex-Mosteiro das Agostinianas. Assim nasceu o primeiro Instituto das Filhas da Caridade, aprovado, em 1816, pelo Papa Pio VII. Ali, Madalena deu catecismo e assistência aos enfermos, mas, sobretudo, instituiu escolas para a educação e formação de moças. Muitas jovens foram atraídas pelo carisma de Madalena e das suas coirmãs.

Novos Institutos 
Com o passar do tempo, surgiram novos Institutos em Veneza, Milão, Bergamo e Trento. Na Congregação, era rejeitada toda forma de tristeza ou melancolia. A fundadora aconselhava, mais que um rigor excessivo, um sereno abandono a vontade de Deus. No Instituto de Bergamo, Madalena fundou o primeiro centro para professoras camponesas e, a seguir, a Ordem Terceira das Filhas da Caridade, aberto também às mulheres casadas ou viúvas, que se dedicavam, sobretudo, à formação das enfermeiras e professoras.

O Amor do Crucificado e as Filhas da Caridade

Campo de missão
O Amor do Crucificado Ressuscitado arde no coração de Madalena de Canossa que, com as companheiras, torna-se testemunha do mesmo Amor em cinco âmbitos específicos: a escola de caridade para a promoção integral da pessoa; a catequese a todas as categorias, privilegiando os distantes; a assistência voltada principalmente aos enfermos dos hospitais; os seminários residenciais para formar jovens professoras de áreas rurais e preciosas colaboradoras dos párocos nas atividades pastorais; cursos de exercícios espirituais anuais para as damas da alta nobreza, com o objetivo de incentivá-las espiritualmente e envolvê-las nas várias áreas caritativas.

Um amor estendido 
Em seguida, esta atividade se estende a todas as categorias de pessoas. “Sobretudo, façam conhecer Jesus Cristo! A grande paixão do coração de Madalena, é a grande herança que as Filhas, e os Filhos da Caridade são chamados a viver, uma disponibilidade radical, ‘dispostos pelo divino serviço a ir a qualquer país, até mesmo o mais remoto’” (MadalenaEp. II / I, p. 266).

Último suspiro
Nos últimos anos da sua existência, Madalena de Canossa começou a ter frequentes crises de asma e fortes dores nas pernas e nos braços. Na rude cela do seu convento, não havia nem um genuflexório: para rezar – dizia – eram suficientes os degraus diante da janela. Em 10 de abril de 1835, pediu à suas coirmãs para segurá-la em pé, a fim de rezar as três Ave-Marias a Nossa Senhora das Dores, à qual tinha uma devoção toda especial. Na terceira Ave-Maria – narram –, elevou os braços ao céu e, com um grito de alegria e de mãos postas, reclinou a cabeça no ombro de uma coirmã. Madalena Gabriela de Canossa foi beatificada, em 1941, por Pio XII e, em 1988, canonizada por João Paulo II.

Meditação

Jesus nos liberta da vida velha e nos confia a missão
Hoje, no Evangelho de João, 21, 1-14, nós vamos começar a compreender que a ressurreição de Cristo gera milagres, faz acontecer milagres quando nós cremos. Nós vamos ver hoje o episódio da pesca milagrosa e o encontro com o Ressuscitado. Vamos ler este evangelho com muita atenção para que traga para nós conversão.

“Depois disso, tornou Jesus a manifestar-se aos discípulos, junto ao lago de Tiberíades. Manifestou-se deste modo: Estavam juntos Simão Pedro, Tomé chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois de seus discípulos. Simão Pedro lhes disse: ‘Eu vou pescar’. Eles responderam: ‘Nós também vamos contigo’. Partiram e entraram na barca. Naquela noite, porém, nada apanharam” (Jo 21,1-14).


Quando Pedro diz “vou pescar”, o que significa? O retorno à antiga vida, como os discípulos de Emaús. Simão disse “vou pescar”, e os outros responderam: “Também vamos contigo”. Ou seja, os outros também voltaram para a vida velha.

Seguir Jesus, meus irmãos e minhas irmãs, é uma atitude de decisão. Não pode se basear somente nos nossos sentimentos, porque, quando a tristeza vier, quando o sofrimento bater a nossa porta e quando a cruz se tornar pesada, precisaremos ter a decisão de continuar a seguir Jesus, mesmo quando não vemos nada.

O perigo de voltar à vida velha
Somente os olhos da fé podem nos fazer passar pelos momentos de confusão ou de crise, ou, muitas vezes, quando queremos voltar ao nosso passado, ao que era seguro. Mas o Evangelho diz algo muito importante: naquela noite, não pescaram nada. A noite, na simbologia bíblica, significa escuridão, ausência de Deus, escuridão espiritual, esforço humano sem a graça divina. Essa é a realidade da noite dentro do contexto bíblico.

O milagre de seguir em frente
Os discípulos trabalham, se esforçam, mas o resultado é vazio. Isso nos ensina algo profundo: sem Cristo nossos esforços se tornam estéreis. Mas quando Cristo aparece na nossa vida, tudo se torna novo, ou seja, ganha sentido. A escuridão passa, a noite escura passa e o sofrimento começa a ganhar sentido. E nós conseguimos vencer não pelos nossos esforços, mas pela graça de Deus.

Que a fé no Ressuscitado possa realizar este grande milagre: a nossa conversão e a nossa atitude de seguir em frente e não voltar à vida velha.

Que Deus nos abençoe em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!

Oração

Oração
Deus de amor e de bondade, que criastes o ser humano para a felicidade, ajudai-nos, pela intercessão de Santa Madalena de Canossa, a descobrir que a nossa alegria só e completa quando repartimos nosso tempo e nossos bens com aqueles os mais pobres. Por Cristo Nosso Senhor. Amém!