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PRIMEIRO ANO DE FALECIMENTO DO PAPA FRANCISCO

PRIMEIRO ANO DE FALECIMENTO DO PAPA FRANCISCO
21/04/2026 37 visualizações
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Pe. Maicon A. Malacarne

Estamos há 1 ano da Páscoa do Papa Francisco. O Papa Leão vai continuando o seu projeto, com a sua identidade e a sua profunda cordialidade. O sentimento que atravessa o coração é de que há 1 ano perdemos um amigo, um companheiro das estradas do mundo. O Kahlil Gibran, no seu clássico livro, O profeta, escreveu: “Quando vos separardes dos amigos não vos entristeçais: porque aquilo que de melhor amais neles poderá revelar-se durante a sua ausência, como uma montanha que quando é vista da planície aparece mais nítida”.

A sensação que carrego, de fato, é essa: a morte não apagou o significado e a “montanha” que foi o Papa Francisco para a humanidade. Depois desse tempo da sua entrada na eternidade, parecem ainda mais límpidas e importantes as expressões fundamentais do seu Magistério: Igreja em saída, anúncio do Evangelho, diálogo, abertura, discernimento, sinodalidade, comunhão, participação, reforma...! Uma Igreja que busca viver e testemunhar a Boa Notícia de Jesus Cristo com os interlocutores desse tempo, com as suas potencialidades e as suas feridas.

O poeta Victor Hugo, em um discurso de despedida para a noiva do seu filho, disse que “a beleza da morte é a presença. Os mortos são invisíveis, não ausentes”. A poesia oriental aparece para ampliar essa compreensão. O filósofo taoísta Zhuangzi escreveu que “entre o céu e a terra há grande beleza (...). Há um poder mágico da natureza que não cessa de transformar a ausência em maravilha”. Cada uma dessas palavras evoca a memória viva do Papa Francisco.

O legado do primeiro Papa argentino ainda vai ser muito estudado e aprofundado. O seu estilo pastoral, cujo centro sempre foram as pessoas, as suas histórias, as suas dores e feridas, continua se colocando como um desafio de que a Igreja não pode se esconder. Nesses dias, os bispos do Brasil, na Assembleia da CNBB, estão buscando responder os grandes desafios do nosso tempo através da aprovação das novas Diretrizes Gerais. Sem dúvidas, com o impulso do Papa Leão, o Magistério do Papa Francisco continua sendo uma bússola que orienta a ação evangelizadora.

Obrigado Papa Francisco!

* professor de Teologia Moral e pároco da Paróquia São Cristóvão - diocese de Erexim/RS

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