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DOMINGO DE RAMOS: O REI DA PAZ VEM AO NOSSO ENCONTRO

DOMINGO DE RAMOS: O REI DA PAZ VEM AO NOSSO ENCONTRO
29/03/2026 62 visualizações
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Jesus é Rei da Paz, sigamos seus passos a caminho da cruz, contemplando sua paixão pela humanidade. Esta foi a exortação feita pelo Papa Leão XIV ao presidir a Missa neste Domingo de Ramos, 29, importante momento do ano litúrgico que celebra a entrada de Jesus em Jerusalém. A celebração que abre a Semana Santa, rumo à Páscoa, foi realizada na Praça São Pedro.

O Papa Leão XIV destacou que Jesus permaneceu firme na mansidão enquanto ao seu redor outros se agitavam na violência, preparando a guerra. Como Rei da Paz, Jesus quer reconciliar o mundo no abraço do Pai, enfatizou o Pontífice, derrubando todos os muros que separam de Deus e do próximo. Enquanto carregava os sofrimentos da humanidade, Cristo sequer abriu a boca, acrescentou: não se armou, nem se defendeu, nem travou a guerra, apenas manifestou o rosto manso de Deus, que sempre rejeita a violência.

“Irmãos, irmãs, este é o nosso Deus: Jesus, Rei da paz. Um Deus que rejeita a guerra; que ninguém pode usar para justificar a guerra; que não escuta mas rejeita a oração de quem faz a guerra, dizendo: ‘Podeis multiplicar as vossas preces, que Eu não as atendo. É que as vossas mãos estão cheias de sangue’ (Is 1, 15).”

Os crucificados de hoje

Olhando para Jesus, acrescentou o Papa, vê-se os crucificados da humanidade, as feridas de tantas mulheres e homens de hoje. “Sobretudo, ouvimos o gemido de dor de todos aqueles que são oprimidos pela violência e de todas as vítimas da guerra.”

Mas da cruz de Cristo vem o clamor pela paz, para que se deponham as armas, pois Deus é amor e todos são irmãos. Leão XIV confiou, então, este clamor a Maria, que está aos pés da Cruz do seu Filho e também chora aos pés dos crucificados de hoje.

“Santa Maria, mulher do terceiro dia, dá-nos a certeza de que, apesar de tudo, a morte já não terá mais poder sobre nós. Que os dias das injustiças dos povos estão contados. Que os clarões das guerras se estão a reduzir a luzes crepusculares. Que os sofrimentos dos pobres chegaram aos seus últimos suspiros. […] E que, finalmente, as lágrimas de todas as vítimas da violência e da dor em breve secarão, como a geada ao sol da primavera”, concluiu o Papa, usando as palavras do Servo de Deus, o bispo Tonino Bello.

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